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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Estratégias de Celebração e Consagração do Jornalismo

Os processos de midiatização refletem sobre a própria organização dos campos dos mídias, reestruturando os modos de conexão entre as três instâncias: o campo social, as mídias e os atores sociais. Estratégias de Celebração e consagração do jornalismo Quer saber mais? Click na imagem...

Todo discurso tem EFEITOS DE SENTIDO!!



Selecionei algumas mensagens publicitárias que, ao meu ver, não foram felizes na produção de sentidos.

O significado é assumido como algo dado na formação do signo, mas o sentido se dá na interlocução, no discurso. Uma palavra não expressa, ela constrói um significado e um sentido com outras... Estes, são alguns exemplos de comparação objetificada da mulher junto a cerveja, como se ambas fossem apenas fonte de consumo e prazer masculino, de pura conotação sexual. 

Por isso é preciso 'jogar' com as palavras e utilizá-las de modo correto entre o destinador (emissor) e o destinatário (receptor) para evitar que a sua marca tenha a imagem das marcas que oferecem poluição visual, agressão ideológica, desrespeito ao corpo feminino, bem como ao seu valor como ser humano. 

Efeitos de sentido




Mensagem = conjunto finito de tendências materiais com as quais organizamos um conjunto para significar... 
Toda frase/mensagem está fundamentada num campo de significados socialmente circunscrito e grandemente dinâmico.

Ao criar uma mensagem, você precisou trabalhar uma matéria significante, leu signos linguísticos e signos gráficos organizados por um codificador que pretendeu, no caso, despertar significações ou provocar significados.

Todas as mensagens são imparciais e os complementos (respostas) são obtidos por um exercício mental de análise semiológica.


Os reconhecimentos - as leituras - são feitos por um processo de decomposição e recomposição de um texto, seja ele verbal, seja ele icônico.

domingo, 16 de agosto de 2015

Como a Heineken se relaciona com o seu receptor?

De acordo com Jean Baudrillard (1993), qualquer bem, para que seja consumido deve se transformar primeiro em signo. Assim, o consumo consiste em uma relação ativa, estabelecida entre objetos, sujeitos e mundo. Portanto, o processo de recepção é um processo de interação; na expressão dos italianos, é um processo de negociação do sentido.

Estudar os processos de midiatização é estudar a evolução dos processos midiáticos e suas relações com a sociedade, analisando também as intenções do emissor, se são manipulatórias ou ideológicas. Pois o receptor também é produtor de sentido.

A midiatização se constitui numa nova ambiência, segundo operações de dispositivos técnicos - discursivos que afetam diferentes práticas sociais. As manifestações da midiatização são também de caráter discursivo. O papel do Planejamento tem como ponto de partida a pesquisa e o conhecimento, não meramente opinião.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Midiatização e efeitos de sentido (Parte I)

A cada dia, percebemos que a significação social das mídias está mudando. Ao se construir um texto, deixa-se marcas e efeitos cognitivos, que dizem respeito à percepção e a apreensão dos meios de comunicação pelo indivíduo. Segundo Kerkove (1997), quando a pessoa lê, ela pensa a partir das palavras que a levam para a sua 'tela mental' que traduz as palavras em imagens, lu
gares e pessoas.

Devemos estudar as mídias porque elas passam a se ocupar de nós, Bertrand (1999) ressalta que a mídia determina a ordem do dia da sociedade: ela não pode ditar às pessoas o que pensar, mas decide no que elas vão pensar. Tanto é verídico, que confiamos parte das nossas vidas à mídia.

Por esta razão se faz necessário estudar as variadas técnicas que tratam de (re) modelá-las. Não podemos esquecer de que as mídias produzem sentidos e, por isso, devemos estudar a trilogia: processo, produção e produtos. No qual, tanto a técnica quanto a linguagem são os dispositivos mais complexos, pois constroem a vida social, agenciando a relação dos atores e promovendo interações entre os meios midiáticos.

sábado, 5 de setembro de 2009

Análise do Discurso (A.D)


* Quem sou eu para lhe falar assim?

* Quem é você para que eu lhe fale assim?

Temos a ilusão discursiva de que somos a única fonte original de nossos pensamentos. Os discursos vêm de um lugar e vão ao outro.

A Análise do Discurso (A.D) não analisa o conteúdo, mas as formas de dizer. Os enunciados, ou seja, a frase escrita num contexto particular. O enunciado não é portador de um sentido estável dado pelo locutor. Fora do contexto não podemos falar do sentido de um enunciado, mas sim em coesões para que um sentido seja atribuído (marcas lingüísticas).
Na A.D as formações discursivas são sempre ancoradas nas formações ideológicas. As formações imaginárias tratam da imagem que temos do outro. O discurso é sempre uma relação entre sujeitos. O emissor se relaciona com um leitor virtual inscrito no seu texto e o leitor real se relaciona com os dois primeiros.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Semiologia do Discurso

Toda a organização discursiva traça pactos, contratos e conflitos que marcam os relacionamentos humanos e seus afazeres. A semiologia dos discursos cuida dos modos enunciativos de produção e administração dos textos e da capacidade de escrever e de decodificar o que o texto diz e o que ele faz para dizer o que diz.
Este texto pode ser tanto verbal e escrito, quanto um texto imagético. Por exemplo, neste sentimento, a imagem também é um texto, com a capacidade de se ler a imagem, devido aos elementos que a compõe (traços, cor, luzes, formas, ...).
Portanto, cabe afirmar que a imagem também é um texto, uma grafia. E que também vem a ser símbolos que representam um certo sentido.
A semiologia se preocupa em entender o que o texto está dizendo e o que ele faz para dizer o que diz. Bom, esta 'mensagem' tem dois destinatários: o destinatário empírico e o destinatário ideal.

E, essa imagem vem a ser um discurso, não por ter uma sentença e um conjunto de informações, mas porque põe em movimento intersubjetividades, marcando traços delas, do modo de ser que revelam ou que precisam ter para montar o discurso.

Como diz Eliseo Verón (1981, p.77):
"um discurso é sempre uma mensagem situada, produzida por alguém e endereçada à alguém".

Existem várias interpretações de uma mesma mensagem. Cada um a decodifica de acordo com a sua bagagem cultural e com as suas experiências vividas.
Ao 'decodificar' esta tessitura, eu me remeto a pensar que: "Enquanto o "SER" mulher romantiza sua história, o "SER" homem a sexualiza".

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Análise de figura


Analisar uma figura/imagem é ler os signos gráficos por pedaços, em etapas e sucessivamente. Os reconhecimentos – as leituras – são feitos por um processo de decomposição e recomposição de um texto, seja ele verbal ou icônico.

Um conjunto de traços faz representar em nossa mente, ou seja, nos remete às certas representações mentais que se ajustam como significados para o enunciado.

O enunciatário, aquele a quem a mensagem se destina, trabalha procurando em sua mente, ou seja, no repertório de suas experiências e aprendizados que foi praticando e constituindo no seu cérebro, na sua cultura pessoal – aquilo que sabe e manja para constituir a sua vida e organizar o sentido de tudo, consignando uma resposta.