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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Semiótica Peirceana



E, se eu te disser, ou melhor, provar pra você que o mesmo tema/assunto, pode ser abordado de forma diferente? E que isto se deve a bagagem cultural de cada um, destacando o que se diz, para quem se diz e como faz para dizê-lo? Achou complicado!? Dá uma olhada neste vídeo feito sob o olhar feminino, abordando o mesmo tema do vídeo anterior: Semiótica Peirceana...
Trabalho de semiótica, apresentado à Prof.ª Mariangela Fazano -  FACOPP / Unoeste.
Bruna Cita, Jéssica Ambrósio, Lucas Veloso, Mayrhara Silvério, Pedro Henrique Soares e Talita Gonçalves.

Semiótica Peirceana - Teorias da Comunicação


Pessoal, encontrei esse vídeo bem interessante do Henrique Gun e Guilherme e do Vitor Gonçalves. Eles abordam a Teoria do Charles Sanders Pierce a respeito da Semiótica. Muito ilustrativo e fácil de entender. Trabalho realizado para a disciplina de Teorias da Comunicação do primeiro termo do curso de Rádio e TV - Unesp. Aperta o play!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Lendo o Livro Histórias das teorias da comunicação de Armand e Michéle Mattelart encontrei um texto bem interessante sobre o famoso semiótico e matemático Charles Sanders Peirce e resolvi compartilhar o texto com vocês.
 

Charles S. Peirce, fundador do pragmatismo e da semiótica


Lógico e matemático, Peirce (1839 - 1914) utiliza o pragmatismo como um método de clarificação conceitual para lançar as bases de uma teoria dos signos, ou semiótica. Emperismo radical, o método pragmatista tem ojeriza às abstrações. Sua desconfiança em relação às verdades universais o faz privilegiar uma visão concreta das coisas. Mas, paradoxalmente, a obra de Peirce continua sendo de uma abstração terrível.

“Um signo ou representamen é algo que representa a alguém alguma coisa por qualquer relação de qualquer maneira”. TUDO É SIGNO. O universo é um imenso representamen. Daí deriva, aliás, em Peirce, certa vagueza na definição do conceito de signo, pois para defini-lo seria preciso poder distinguir o que é signo do que não o é. Daí também certa dificuldade em delimitar o campo disciplinar da semiótica. “todo o pensamento se dá em signos”. Pensar é manipular signos. O pragmatismo não é “nada mais, senão uma regra para estabelecer o sentido das palavras”. Paralelamente, a lógica é definida como semiótica.

Todo o processo semiótico (semiosis) é uma relação entre três componentes: o signo propriamente dito, o objeto representado e o intérprete.

“O signo”, diz Peirce, “dirige-se a algupem, ou seja, cria no espírito do indivíduo um signo equivalente ou talvez mais desenvolvido. A tal signo, por ele criado, denomino intérprete do primeiro signo”. Tal relação é designada como “triádica”. Uma significação não é jamais uma relação entre um signo e o que o signo significa (seu objeto). A significação resulta da relação triádica. Nela, o intérprete possui um papel mediador, de informação, interpretação ou ainda tradução de um signo em outro signo.

Há, segundo Peirce, três tipos de signo : ícone o índice (ou índex) e o símbolo. O primeiro assemelha-se a seu objeto como um modelo ou um mapa. É um signo que possuiria o caráter que o torna significante, mesmo que seu objeto não tivesse existência, assim como um risco de lápis representa uma linha geométrica.

O índice é um signo que perderia tudo o que faz dele um signo se seu objeto fosse retirado, porém não perderia tal caráter se não houvesse intérprete.

Exemplo: uma placa com a marca de um impacto de bala como signo de um tiro. Pois sem o tiro não haveria impacto. Mas houve efetivamente um impacto, tenha ou não tido alguém a idéia de atribuí-lo a um tiro.

O símbolo é um signo convencionalmente associado a seu objeto, assim como as palavras ou sinais de tráfego. Perderia o caráter que faz dele um símbolo se não houvesse intérprete. Nessa perspectiva, o pensamento ou o conhecimento consiste numa rede de signos capazes de se autoproduzir ad infinitum.

Abaixo seguem sugestões de algumas obras.

Sobre a introdução do pensamento de Peirce na França, ver Deledalle (1983); Tiercelin (1993);

Sobre sua aplicação aos estudo da mídia, Eco (1976); Verón (1987); Bougnoux (1987, 1993).

domingo, 1 de novembro de 2009

Lúcia Santaella


Maria Lúcia Santaella Braga, popularmente conhecida pela academia como: Lúcia Santaella.


Santaella é uma pesquisadora brasileira e também professora titular da PUC-SP com doutorado em 'Teoria Literária' também pela PUC-SP, com livre-docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP.

Em 2002, recebeu o prêmio Jabuti de Literatura e possui cerca de 40 livros já publicados.

Dentre os projetos que já coordenou, um deles foi o Projeto de Pesquisa Probral (Brasil - Alemanha) sobre relações entre palavra e imagem nas mídias.

Ainda com relação à semiótica, Santaella é a fundadora do "Cs Games" - Grupo de Pesquisa em Games e Semiótica da PUC-SP (e estudou a escola perceana).


Segundo a autora, Peirce ampliou sobremaneira a noção de signo, conhecendo-o como uma relação triádica: "signo é uma coisa que representa uma outra coisa: seu objeto. Ele só pode funcionar como signo se carregar esse poder de representação, substituir uma outra coisa diferente dele".

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Escola Perciana

Se Saussure era um linguista e cuidava da palavra, Peirce por ser um lógico, cuida do lado da lógica. O 'cara' que tem preocupações com a lógica, não está preocupado com a questão do signo.
Peirce não queria saber o que era o signo e sim, saber reocesso pelo qual se eu disse: árvore, a pessoa que ouve sabe do que se fala e quando falar de árvore vai escrever o que é árvore, especificando-a.
Para Peirce, o processo de significação, não é só uma questão de fala e lógica, é qualquer tipo de comunicação. Em outras palavras, Peirce não considera apenas o signo, mas sim, o processo de formação do mesmo e para este processo dá o nome de semiose.
A semiose é um processo triádicoque relaciona um signo-veículo, um objeto (mental) e um interpretante. A parte externa que dá origem à percepção é chamada de representâmen (mais tarde Peirce coloca que essa materialidade poderia ser rel - percebida pelos sentidos) - ou mental - não percebida pelos sentidos, sendo que este mental ainda poderia ser dividido em imaginável e inimaginável.

A parte externa (representâmen) é percebida e representada na mente como um signo (que está para alguém no lugar de alguma coisa, que não ela mesma) que é acoplado a um objeto mental e dá origem à um signo parecido com o primeiro ou mais desenvolvido que é o interpretante (I).
Podem surgir diferentes interpretantes que vão dar origem a uma cadeia de interpretantes.
Isto na Escola Saussureana é considerado 'os diferentes significados conotadores que posso ter para o mesmo significante. E no (I) que se acopla ao conceito da coisa.
Portanto, para Peirce, estudar o signo é trabalhar com uma questão relacional de signo, interpretante e objeto e a esta relação chamamos de SEMIOSE.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Escola Saussureana

Segundo a Escola Saussureana, o signo é uma questão bifacial, ou seja, composta de duas partes: Um significante (Se) e um significado (So). O signo vem a ser a junção dessas duas faces: (Se +So = signo), sendo que o signo é sempre mental e é a representação que eu tenho de algo, na minha cabeça/mente.

Por ser um linguista, Ferdinand de Saussure, considerava que o signo era a representação de uma palavra, não considerando a materialidade externa como sendo sinal. A representação desse sinal vai para a mente como uma imagem acústica e se acopla a um significante (Se) que é o referente. Para este referente se acopla um significado (So), que é o conteúdo da coisa, o significado daquilo que é percebido e representado na minha mente.
Em seus estudos, Saussure tem dois problemas:
1º) não considera a matéria externa;
2º) diz que o significado (So) é o conceito da coisa, mas não especifica que coisa é essa.
Se o significante (referente) pode ser diferente para diferentes pessoas, pode causar também significados diferentes.
Para Saussure, uma palavra compõe um signo e este é uma entidade montada de duas faces: Significante (imagem acústica) e significado (conceito da coisa) e para ser um sign é necessário a junção destas duas faces, se tiver apenas uma, nós não teremos o signo.
Se eu pronucio a palavra ÁRVORE, esta cadeia sonora cria na nossa mente um correspondente a essa pronuncia. Nós temos montados na nossa cabeça um elemento capaz de recohecer o que está de fora; no caso da palavra escrita, há na nossa mente essa imagem.
O significante (Se) é uma imagem mental de uma cadeia sonora. Toda vez que determinada matéria chega ao cérebro com algum sentido e o cérebro acopla isto a um significado (So), nós estamos na presença de uma função sígnica.
Isto significa dizer que o signo é sempre mental. Tanto o (Se) quanto o (So) são mentais.O signo na Escola Saussurana 'é uma folha de papel que tem dois versos, um destes lados é o conceito, o outro, a imagem acústica. "o pensamento é o anverso e o som é o verso, não se pode cortar um, sem cortar ao mesmo tempo o outro.
Deixa claro também que o som não é o som material, coisa puramente física, mas a impressão deste som, a representação que dele nos dá o testemunho de nossos sentidos. Do mesmo modo que o sigificado não é a coisa, mas a imagem mental da coisa.
Saussure fala do significante (Se) como sendo só a imagem acústica oral, quem vai usar também para a escrita, no caso a imagem gráfica (traço/marcas/riscos) é Roland Barthes.
Signo = Se - imagem acústica (palavra oral)/ imagem gráfica (palavra esrita), etc.

So = conceito/ conteúdo
Se = significante (denotativo/conotativo)
So = significado ( ideia da coisa/qualquer coisa)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Diferentes denominações de Semiótica e Semiologia

A semiótica é mais uma descoberta do funcionamento dos organismos vivos de que uma elaboração intelectual de alguns autores. Todo animal, principalmente os dotados de percepção, tem que aprender que determinada matéria, tem para suas vidas um significado fundamental.
A questão de existir dois nomes (semiótica/semiologia) é uma questão de origem. São dois os precursores destas linhas:
Um deles foi o suíço e lingüista Ferdinand de Saussure que chamou os estudos dos signos como sendo semiologia. Por ser um lingüista, Saussure trabalhou com a fala/oralidade e esteve preocupado em “ver” como é que as línguas se cruzam uma na outra. Ele trabalhou com a língua francesa, conhecia bem o grego, o latim e o italiano e queria saber como é que estas línguas no fundo se suportam e foi atrás de respostas.
Indo atrás disto, ele foi montando uma teoria, porém não chegou a escrevê-la.
Saussure, através da lingüística, salientou que existia um lugar nas ciências sociais para uma ciência que estudasse os signos. Portanto, segundo Saussure, semiologia é uma ciência que estuda os signos, que para ele está composto de significante (Se) , que é a matéria acústica e de significado (So) que é o conceito da coisa, a junção destas duas faces resultará no signo, sendo que este signo é sempre mental e ele é a representação daquilo que a nossa mente percebe.
Saussure, não considera a matéria externa, e só acredita na existência da palavra, que é percebida por minha mente e representada através do signo (Se +So = signo).

Só mais tarde é que outro estudioso, Luis J. Pietro vai considerar a matéria externa, que Saussure considera como sendo o sinal, que na semiótica foi considerado como: Representâmen e que os estudiosos Adair Peruzzolo, assim como, Eliseu Verón e Martinet classificam como sendo matéria significante.
Bom, voltando a questão da semiologia na visão de Saussure, é portanto, o estudo do signo, já que este, não considera outro
elemento senão o signo.
Já a semiótica teve como precursor o lógico americano Charles Sanders Peirce que vai falar da ciência da significação, pois para ele, não é a ciência do signo, já que não estuda apenas o signo, mas sim, o processo de produção do mesmo que será a semiose.
Esta semiose é a relação triádica entre o signo (representâmen), objeto (mental) e o interpretante que se formam a partir da percepção do representâmen (sinal, matéria externa, matéria significante).
Peirce adota do filósofo político John Locke (1690) a palavra semiotikês para semiótica.


Semiologiasignifica estudo, pensamento, contemplação;
Semiótica –
vem significar visão, ponto-de-vista, enfoque.

As duas palavras dizem a mesma coisa. As duas tratam da ciência do signo, mas são palavras que indicam também procedências, origens, escolas, diferentes. Há uma particularidade: precisamos lembrar que a semiologia e a semiótica são pontos de origens diferentes, ou seja, propostas diferentes que todavia procuram estudar o saber afinado com estas propostas, alguns autores preferem a denominação semiótica.
Só em 1969, é que a Sociedade Internacional de Semiótica vai considerar as duas ciências como sendo equivalentes ao mesmo estudo, que é o estudo da ciência dos signos. E, tanto uma denominação quanto a outra estão corretas.
Portanto, quando se fala em semiologia ou semiótica estão falando das escolas saussureanas e peirceanas. Esta ciência dos signos é considerada pela Sociedade Internacional da Semiótica, como sendo o estudo das teorias e das metodologias que estudam o conhecimento do uso dos processos comunicacionais, em seu sentido de significabilidade, ou seja, o poder que as coisas (que podem ser matérias significantes), ações, tend
em a significar.
A pesquisadora Lúcia Santaella, ainda fala dessa ciência como sendo basicamente o estudo da linguagem. Já para a proposta do professor de semiótica Milton José Pinto, é o estudo de todas as representações.
Um conceito muito utilizado nos dias de hoje é trazido por Britto, que coloca que a ciência que estuda os signos estuda o que o texto diz e como ele faz para dizer o que diz.
Estudar os signos significa na verdade, “correr” atrás daquilo que forma a comunicação humana, ou os processos de significação.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Saussure (1960, p.45) dizia que:

Língua e escrita são dois sistemas de signos distintos; a única razão de ser do segundo é representar o primeiro. O objeto lingüístico não é definido pela combinação da palavra escrita e da palavra falada; esta última constitui sozinha esse objeto.
A escrita não é o resultado de um simples exercício de transcrição.
Não compreender é demonstrar humildade diante do mistério.
Para ler bem é preciso decifrar bem. A compreensão não faz parte do ato de leitura propriamente dito; ela ocorre depois desse lento trabalho de transposição dos signos escritos em signos vocais.
A decifração se confunde com a leitura em voz alta; precedendo a compreensão ela permite o surgimento do sentido.